Jovens de classe média alta são presos com ecstasy, haxixe, maconha e anabolizantes em BH

Uma denúncia anônima sobre um suposto tráfico de drogas no bairro Sagrada Família, região Leste de Belo Horizonte, terminou na noite desta quarta-feira (9) com nove pessoas presas e com a apreensão de mais de 1.300 comprimidos de ecstasy, além de haxixe, maconha e anabolizantes. De acordo com a Polícia Militar, todos os presos são jovens da classe média alta com idades entre 20 e 25 anos.
De acordo com o soldado Guilherme Costa, da 10ª Companhia Tático Móvel do 16º Batalhão da PM, a denúncia indicava que havia certa quantidade de ecstasy escondida em uma casa da rua Conselheiro Lafaiete. O militar afirma que a dona da casa permitiu a entrada dos policias e no quarto do filho dela foram encontradas 80 pílulas da droga.
“Ele nos disse que era peixe pequeno e que poderia entregar o seu fornecedor. Ele ligou para o comparsa e marcou um encontro nas proximidades da casa dele. Chegaram dois rapazes e um deles tentou fugir quando percebeu a nossa abordagem”, conta.
Na casa de um destes dois suspeitos os militares encontraram cerca de 200g de haxixe. Na casa do outro foram encontrados sete comprimidos de ecstasy, cerca de meio quilo de haxixe e aproximadamente 200g de maconha, além de R$ 1.000 em dinheiro trocado.
Segundo o soldado Costa, a dupla delatou ainda um quarto suspeito, de 22 anos, ex-estudante de direito, que também seria responsável pela venda de ecstasy entre os bairros Sagrada Família e Cidade Nova. “Ficamos na porta do prédio e quando um suposto cliente do suspeito apareceu, fizemos a abordagem. O cliente conseguiu fugir”, diz.
O ex-estudante, que mora sozinho, teria admitido aos militares que guardava ecstasy em casa, mas afirmou que era para consumo próprio. Os policiais foram até o seu apartamento, onde estavam a namorada do suspeito e um amigo dele, que também foram presos. “No imóvel encontramos 200 pílulas de ecstasy, cerca de 50 ampolas de anabolizantes, e muitas seringas e cerca de R$ 7.500 em dinheiro”, afirma o soldado Costa.
Enquanto os policiais vasculhavam o apartamento e interrogavam o jovem, ele revelou que aguardava, ainda para a noite desta quarta-feira, a entrega de um carregamento de ecstasy que seria vendido para o Carnaval. “Ficamos esperando a chegada do fornecedor. Ele chegou em um táxi e trazia uma sacola contendo cerca de 1.000 pílulas de ecstasy”, diz.
Por volta das 22h30 os policiais se dirigiam para a casa do último suspeito preso, onde esperavam encontrar mais drogas. O que surpreendeu os militares foi a condição dos supostos traficantes. “São todos de famílias da classe média alta, com grande poder aquisitivo. A namorada do ex-estudante de Direito está prestes a se formar em Farmácia e acreditamos que ela pode estar envolvida na aquisição dos anabolizantes”, ressalta o soldado Guilherme Costa.
Os sete jovens presos e todo o material apreendido foram levados para a Delegacia Regional Leste para registro do flagrante.
 

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