Assaltante deixa capacete cair e é reconhecido na fuga em Ipatinga

Maicon foi preso quando fumava maconha na casa de Roberto
Roberto Martins foi reconhecido por funcionários do estabelecimento
Fotos: Diário Popular
IPATINGA - Dois indivíduos com capacetes na cabeça assaltaram a casa lotérica Muzzi, situada no bairro Canaã, no início da tarde de ontem. Armados, os assaltantes renderam os funcionários do estabelecimento e levaram R$ 2.312,00. 

Contudo, no momento da fuga, um dos autores deixou o capacete cair. Ele é Roberto Martins Vieira, de 34 anos. Em sua casa, os militares encontraram uma bolsa preta com várias moedas e uma camisa vermelha que foi reconhecida pelas vítimas.


A Polícia Militar conseguiu localizar ainda dois adolescentes, um de 15 e outro de 16 anos, e Maicon Rodrigues da Silva, de 18 anos. Os jovens fumavam maconha na residência de Roberto, situada na rua Amor Perfeito, 805, no bairro Nova Esperança, no momento da chegada dos policiais.


Segundo o sargento Adilson Pereira, os três rapazes fugiram com a chegada da PM. Após perseguição por militares, eles acabaram detidos. A motocicleta Honda CG, de cor vermelha, placas HCX-2833, usada no assalto também foi encontrada na casa de Roberto. Apreendido na operação, o adolescente de 15 anos foi reconhecido por um dos funcionários da lotérica.

INVESTIGAÇÃO
O capacete deixado por um dos bandidos tinha escrito em sua viseira o nome "Tele". O serviço de inteligência da Polícia Militar averiguou que o nome grafado capacete era o apelido de um proprietário de moto-táxi do bairro Jardim Panorama. Os militares foram até sua residência e mostraram o capacete, que foi reconhecido pelo proprietário.


"No momento em que viu o capacete ele reconheceu como sendo dele. O proprietário nos disse que o capacete tinha sido alugado juntamente com a motocicleta no dia anterior. Ele nos deu o contrato da locação que constava a identificação do veículo e o endereço de quem alugou", falou.


A motocicleta foi locada em nome de uma terceira pessoa, que não teve sua identidade divulgada. Mas Roberto assumiu que alugou o veículo em nome de outra pessoa, já que não possui carteira de habilitação, documento exigido pelo proprietário da moto.

INOCÊNCIA
No momento em que aguardava pela confecção do Boletim de Ocorrência, Roberto chorava compulsivamente e afirmava não ter cometido o assalto. Ao ser questionado porque teria alugado a motocicleta, o suspeito disse à reportagem que iria para Açucena. Ele alegou que contrataria um motoqueiro para levá-lo, já que não possui carteira de habilitação. Roberto informou também que tem problemas mentais e que toma remédios controlados.


Fonte: Diário Popular

0 comentários: