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| Francisco Martins estava em Ipatinga havia cinco anos e tinha um comércio no bairro Esperança |
O cabo Ronaldo Mineiro disse que informação anônima dada pelo disque-denúncia, há poucos dias, informou que uma pessoa conhecida como "Paraíba" estava escondida em Ipatinga. As informações diziam também que ele era suspeito de 28 homicídios.
"Começamos as investigações a partir das informações e constatamos que Francisco era chamado de 'Paraíba'. No sistema, encontramos o mandado de prisão em aberto em seu nome. Fomos até o comércio e explicamos a situação, e ele não resistiu à prisão", contou.
Mineiro disse que numa primeira conversa, Francisco negou que tinha cometido os homicídios, mas posteriormente informou que sua família possui um histórico de crimes violentos. O comerciante disse aos policiais que teve três primos mortos em virtude de brigas na região Nordeste.
PENDÊNCIAS
Em conversa com a reportagem, Francisco disse que não cometeu crime de homicídio, mas admitiu que respondia na justiça por duas mortes. Ele morava com a esposa e um filho numa casa alugada no bairro Esperança. "Fui julgado em um processo e absolvido em dois júris. O outro, nem sei como está a situação. Deixei o advogado para acompanhar, nunca recebi notícia dele, não estou sabendo nem que tinha mandado de prisão. Pensei que não devia à justiça", declarou.
Desde que chegou a Ipatinga, Francisco disse que nunca deixou de usar seus documentos originais. "Fiz matrícula do meu filho na escola, na unidade de saúde usava o meu nome. Quando cheguei a Ipatinga abri um açougue, mas não deu certo. Vi o ramo de churrasquinho bom, coloquei uma barraquinha e estava dando certo", revelou.
INIMIZADE
Questionado sobre o motivo de estar sendo acusado de tantos homicídios, Francisco falou que sua família no Rio Grande do Norte possui muitos inimigos.
"É muito fácil pegar um papel e, pessoas que não gostam minha família, dizer que fulano fez isso e isso. Inimigos, a minha família tinha muitos no Rio Grande do Norte. Mas, temos muita amizade com a polícia", disse.
Francisco contou que já foi vereador e fazendeiro no Estado da Paraíba. Ele veio para Minas Gerais porque possuía família em Santana do Paraíso.
"Não tenho nada com a polícia e nem com a justiça, quem não gosta de polícia é vagabundo. Se ficar em Minas, vou pedir para não me colocar no Ceresp. Nunca aceitei e nem vou aceitar, tanto que o meu estabelecimento era frequentado até pela polícia", finalizou. Fonte: Diário Popular

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