Beber de noite moderadamente melhora a saúde das mulheres, diz estudo

Beber menos todos os dias é melhor que concentrar consumo no fim de semana
Estudo. Mulheres que bebiam de 15 g a 30 g de álcool por dia tinham 28% mais chance de atingir envelhecimento saudável
CHARLES SILVA DUART
09-09-2011 11:18
Harvard, EUA. Mulheres que tomam bebidas alcoólicas de maneira moderada todas as noites tendem a envelhecer com mais saúde, segundo uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard.

O estudo, publicado na revista científica "PLoS Medicine", concluiu que aquelas que bebiam com moderação - meio litro de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de destilado por dia - tinham chances bem maiores de chegar com saúde aos 70 anos do que as que bebiam demais ou do que as abstêmias. A análise dos hábitos de 14 mil mulheres também concluiu que é melhor beber menores quantidades ao longo da semana que concentrar o consumo de álcool no fim de semana.

Em comparação com abstêmias, mulheres na faixa dos 50 anos que bebiam de 15 g a 30 g de álcool por dia tinham 28% mais chance de atingir o que os cientistas americanos chamaram de "envelhecimento saudável", que significa um bom nível geral de saúde, livre de problemas como câncer, diabetes e doenças cardíacas a partir dos 70 anos.

Os especialistas não sabem, no entanto, se é o álcool que gera o benefício ou se outras coisas que acontecem simultaneamente nas vidas dessas mulheres que as tornam mais saudáveis. Os pesquisadores dizem que tentaram controlar fatores como fumo, que poderiam afetar os resultados.




"Não é preciso começar agora"
Harvard. As bebidas alcoólicas já foram relacionadas a doenças como o câncer de mama. "Quantidades moderadas de álcool podem oferecer alguma proteção contra doenças cardíacas, especialmente para mulheres que já passaram pela menopausa, mas é importante não exagerar", diz Natasha Stewart, da ONG British Heart Foundation.

"Beber demais não protege o coração e pode inclusive levar a danos nos músculos cardíacos, derrame e pressão alta. Para quem não bebe, certamente não é preciso começar agora".
Fonte: O Tempo

0 comentários: