A área no bairro Morada do Vale foi dividida em 20 lotes. Todos comprados há quase dez anos e foram adquiridos da extinta Imobiliária Logus, que há quatro anos repassou a responsabilidade de fazer a infraestrutura do local para a Certa Imobiliária, com sede em Coronel Fabriciano. Mas no local não há calçamento, nem rede de água ou energia elétrica. Apenas de esgoto. Mesmo assim, Seu Nilson tinha a intenção de construir uma casa. Quando a engenheira que contratou levou o projeto da obra à prefeitura, descobriu que o terreno era irregular.
Cinco proprietários resolveram construir mesmo sem a autorização da Administração Municipal. É o caso de Fábio. Casado há nove anos, o motorista decidiu deixar o barracão nos fundos da casa da mãe para viver na casa que começou a ser erguida em 2007. Como a Cemig informou que não poderia ligar a energia, já que o terreno era irregular, ele fez um "gato". 115 metros de cabo fazem a ligação clandestina. Só assim pra ter luz em casa.
O poço artesiano no quintal foi a solução encontrada para ter água na residência. Ricardo é o segundo dono do imóvel que ele começou a construir em 2009. Contou que na época a imobiliária prometeu que tudo ficaria pronto até o fim daquele ano.
Ninguém na Certa Imobiliária quis gravar entrevista. Por telefone, o corretor Valter Fernandes da Silva disse que as obras de infraestrutura ainda não foram concluídas por causa da burocracia. Mas garantiu que vai fazer o calçamento e colocar água e energia elétrica nas casas dos moradores. Só não disse quando.
Mas segundo a prefeitura, antes de fazer qualquer intervenção a imobiliária precisa apresentar o projeto da obra. Algo que deveria ter sido feito há quase dez anos e até hoje nada foi submetido à aprovação do município.
Para o advogado Breno Almeida, os proprietários dos imóveis devem entrar na Justiça contra a imobiliária.
Enquanto isso, os proprietários esperam uma solução.
Nota
Quanto ao morador que fez o popular "gato" na energia da Cemig, a empresa informou que se comprovada a irregularidade é cabível a cobrança dos valores faturados e o custeio administrativo que pode chegar a quase R$ 2.400, além da cobrança de danos ao equipamento de medição. O morador também pode responder criminalmente, sujeito a pena de dois a oito anos de prisão e pagamento de multa se o furto for qualificado. fonte: In360
Imobiliária de Timóteo não regulariza 20 lotes e proprietários não podem usufruir dos terrenos
às 19:59
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