Depois de reclamações preço dos combustíveis começa a baixar no Leste de Minas

Segundo sindicato dos postos, o início da safra da cana e o anúncio de distribuidoras de comercialização mais barata, motivaram a redução dos preços. Mas os consumidores querem ainda mais queda.

A gasolina já esteve acima dos R$3,00. Preço que o consumidor vai custar a se esquecer. Em menos de duas semanas, depois do anúncio do governo de que os preços cairiam, tem combustível em torno de R$0,20 mais barato. Situação que o consumidor também já percebeu. O vendedor Marcos Machado fala que a redução já ajuda, mas o preço da gasolina ainda está alto.

Mesmo quem tem moto, sente saudades dos preços praticados há pelo menos seis meses. O cientista da computação, Anerson Ferreira leite, conta que antes gastava, em média, R$ 40,00 para encher o tanque de sua moto e que agora gasta R$ 50,00. 

Numa pesquisa feita pela nossa produção em postos de Governador Valadares, registrou-se uma baixa nos preços do álcool e da gasolina. O preço médio do etanol está em torno de R$ 2,49 e já foi quase R$0,50 mais alto. A gasolina, que já chegou até R$ 3,20, agora está em torno de R$ 2,97.

Mesmo com a queda, numa última pesquisa feita pela Agência Nacional de Petróleo, Governador Valadares ocupa o segundo lugar do ranking das cidades que tem o preço mais alto, perdendo apenas para Diamantina. Rogério Coelho, o presidente da Minaspetro, Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais, explica o motivo. Ele fala que a cidade de Ipatinga tem poder aquisitivo e frota de veículos maior que Governador Valadares. Por esse motivo o volume de combustível adquirido, também, é maior e faz com que os preços sejam mais baixos.

O sindicato ainda aponta os impostos como um grande vilão dos preços praticados. Rogério fala que a gasolina sai da refinaria a R$ 1,05 e carga tributária que incide sobre ela, nas distribuidoras chega a R$ 1,29. O preço final passa a ser R$ 2,34.

E apesar da produção de álcool em Minas Gerais ser a terceira maior do país, este combustível perde no ranking dos preços para outros 11 estados. Em uma empresa de logística, em Governador Valadares, os gastos são altos. São 15 mil entregas por mês e a média de gasto é de 5 mil litros de combustível. Célio Alves, empresário, fala que ainda não viu redução nos preços, ou seja, na cidade os reflexos ainda são baixos.

Fonte: In360

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