Idoso com Alzheimer é acusado de estupro a criança em Timóteo

Walsair Martins, 67, afirmou ter a consciência limpa e ainda disse que vai processar a pessoa que o acusou - Foto: AKR/JVA online
TIMÓTEO – Portador do mal de Alzheimer, o aposentado Walsair Martins, de 67 anos, foi preso pela Polícia Militar no início da tarde deste domingo (22), no Bairro São José, em Timóteo, após ter sido acusado de estuprar uma menina de quatro anos. A garota foi conduzida a uma unidade municipal de saúde, enquanto o suspeito foi trazido para a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil (1ª DRPC) de Ipatinga.

A mãe da criança, uma mulher de 25 anos, tomou conhecimento do fato após ser informada por uma vizinha, que disse ter presenciado Walsair cometer o crime. A testemunha relatou que, ao subir a rua onde o acusado e a vítima residem, viu o aposentado sentado em uma cadeira na garagem de sua casa acariciando sexualmente a menina. Ao ser flagrado, o idoso teria se assustado e parado imediatamente de abusar da garota.



Juntamente com a mãe, a meninafoi examinada em uma unidade
municipal de saúde em Timóteo - Foto: JVA online
À Polícia Militar, a mãe da criança contou que conversou com ela e perguntou o que havia acontecido. A menina descreveu exatamente como tudo aconteceu, o que reforçou as acusações contra Walsair. Levado para a 1ª DRPC, o aposentado foi autuado em flagrante pelo delegado Alcides Prezzoti e encaminhado à cadeia de Timóteo. Na unidade municipal de saúde, a garota foi examinada por uma médica, que não constatou nenhum tipo de ferimento ou indício que sugerisse a violência sexual.  

“A menininha foi lá em casa. Ela estava em pé e eu sentado. Falaram que eu estava passando a mão nela, mas tenho a consciência limpa com Deus, pois não devo nada. Cheguei da igreja e guardei minha bíblia. A garota apareceu, me pediu biscoito e eu não tinha. Falei: ‘Vou te dar uma laranja’. Descasquei para dar a ela, que ainda estava em pé e eu sentado. A mulher passou lá e falou que eu estava acariciando a criança. Coisa mais horrível! Vou processá-la”, defendeu-se Walsair. “Estou com 67 anos. Já morei em Vitória (ES) e em Ipanema. Estou há quatro meses em Timóteo e tenho problemas de saúde. Sofro de falta de ar e sou portador do mal de Alzheimer. Já trabalhei em hospital, em um asilo e até em creche. O que estão dizendo de mim é uma calúnia. Jamais fui acusado de qualquer coisa e nunca fui preso”, continuou o aposentado. 

Walsair afirmou ainda que é aposentado e cria uma filha, hoje com 13 anos. “Perguntem à minha filha se ao menos eu já falei bobagem com ela. Estou revoltado demais. A pior coisa disso tudo é a vergonha que estou passando sem dever. Isso é uma calúnia das maiores que pode existir. É condenar uma pessoa como estupradora. Misericórdia! Isso nunca passou na minha cabeça”, concluiu o idoso. 

Estupro 
Desde 2009 está em vigor a lei de número 12.015, que mudou a redação de artigos do Código Penal, entre os quais o 213, que classifica o que é estupro. Pela legislação anterior, estupro era a violência sexual praticada contra uma mulher, mas apenas quando havia “conjunção carnal”. As outras formas de sexo forçado (como oral ou anal) e atos libidinosos – independentemente do sexo da vítima – entravam na classificação como atentado violento ao pudor. Agora, essas práticas passaram a ser consideradas estupros.

Alzheimer 
Cada paciente de Alzheimer sofre a doença de forma única, mas existem pontos em comum. O sintoma primário mais freqüente é a perda de memória. Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou de estresse. Quando a suspeita recai sobre o Mal de Alzheimer, o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos e radiológicos. 
Fonte: JVA online

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