| O acidente aconteceu na altura de Belo Oriente quando duas locomotivas ocupavam as linhas férreas. Sebastião Manoel (detalhe) morreu ainda no local. Ele residia em Ipatinga - Foto:AKR/JVA online |
Sebastião estava em companhia do também aposentado Miguel Lino de Oliveira, 64. “Todos os dias nós pescávamos juntos, pois não tínhamos nada para fazer. Havia uma locomotiva subindo para Belo Horizonte e eu falei pra ele: ‘Cuidado com a curva, Tião, pois às vezes pode vir outro trem sem a gente ver’. Olhei pra trás e não deu outra: vinha uma locomotiva sentido a Governador Valadares”, contou Miguel, que complementou: “Eu gritei: ‘Sai, sai Tião, pois a máquina já vem’. Eu pulei e me livrei de ser atropelado. Triste foi quando olhei para o lado e vi meu amigo todo machucado no buraco. Sai desesperado e fui à BR pedir socorro. Graças a Deus encontrei dos motoristas que me deram apoio.” Sebastião morreu ainda no local do acidente. “O barulho da locomotiva nos confundiu. Eu e Tião pescávamos juntos há 20 anos. Ele era muito meu amigo. Foi um pedaço de mim que se foi”, concluiu o homem, ainda extremamente emocionado.
A Polícia Militar lavrou um boletim de ocorrência (BO) sobre o caso. “Andar na beira da linha férrea é muito perigoso, uma vez que o trem não pára. Segundo relatos do maquinista, ele fez a frenagem cerca de 500 metros antes, mas infelizmente foi parar uns 300 metros depois do local onde estava o senhor”, revelou o soldado Costa. Sebastião residia no Bairro Esperança, em Ipatinga.
Fonte: JVA online
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