Rapaz é executado no Limoeiro em Ipatinga

Segundo a PM, o rapaz foi alvejado por uma arma de calibre 38
IPATINGA - A execução de Therliz Blendon Timóteo, de 24 anos, na noite de quinta-feira (19), na rua Pêssegos, 101, bairro Limeiro, por dois homens ainda não identificados, chocou familiares e amigos da vítima. Com ele estava um adolescente de 16 anos, seu primo, com quem fazia um churrasco na varanda de casa quando foi atingido por quatro tiros.

Os parentes contaram a Polícia Militar que Therliz e seu primo jogavam videogame na varanda e comiam churrasco quando ouviram disparos de arma de fogo. Naquela hora, a mãe de Therliz já tinha ido dormir. 


Therliz era filho único. Quem o executou estava próximo a uma trilha, nos fundos da residência que dá acesso a um matagal. Segundo o menor, foi para esse lado que a vítima correu. Ele contou que dois sujeitos desconhecidos entraram pelo quintal da residência por um beco que dá acesso à varanda da casa. Um deles foi até onde eles estavam e efetuou alguns disparos. 

FUGA


Therliz e o primo menor tentaram fugir pelos fundos da casa por um matagal. Porém, o executor já esperava pelas vítimas na trilha em que eles pretendiam escapar. O garoto recuou e se escondeu em uma das residências que fica no mesmo lote. Já Therliz não conseguiu escapar e foi alvejado por quatro disparos nas costas, braço e pernas. Ele ainda avançou alguns metros, mas acabou morrendo em seguida. 


Familiares chegaram a acionar o SAMU para prestar socorro ao jovem, mas o médico Marcelo Fernandes Maia de Lima constatou o óbito. A perícia da Polícia Civil esteve no local e apontou que os projéteis encontrados próximo ao corpo da vítima provavelmente sejam de revólver calibre 38.


A Polícia Militar esteve no local, e em conversa com o garoto, foi apurado que um dos autores vestia blusa de frio cinza, calça jeans, boné cinza, e a aparentava ter 20 anos de idade. O menor possui passagem por ameaça e furto.

FICHA LIMPA
Próximo ao corpo de Therliz, os policiais localizaram um par de tênis de cor clara, da marca Nike, numeração 41. O objeto foi recolhido pela perícia. Segundo o tenente Edmar Sabino, que esteve no local do homicídio, o calçado possivelmente pertence ao executor da vítima, que o teria abandonado no ato da fuga. 
Os familiares disseram que a vítima não possuía envolvimento com o tráfico de drogas e nem tinha ameaça de morte. O corpo dele foi velado na Igreja Quadrangular do bairro Limoeiro e o enterro foi no final da tarde de ontem. 
A mãe de Therliz, Marina Timóteo, não quis se pronunciar sobre a morte do filho, pois estava muito abalada com o homicídio. A PM ainda não possui um suspeito pela execução. Fonte: Diário Popular

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